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Estudo Dirigido - O ESPÍRITO SANTO


 

Estudo X - Vida Pelo Espírito Santo

 


 

"O Espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que Eu vos tenho dito são espírito e são vida" (João 6:63)

 

O Espírito "foi dado como agente de regeneração, sem o qual o sacrifício de Cristo de nenhum proveito teria sido. O poder do mal se estivera fortalecendo por séculos, e alarmante era a submissão dos homens a esse cativeiro satânico. Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja." –O Desejado de Todas as Nações, pág. 671. 

 

Devemos sempre lembrar: assim como Jesus nunca forçou Sua presença sobre ninguém, o Espírito também não faz assim. Devemos fazer uma decisão diária de cooperar; de outra forma, Ele poderá fazer pouco por nós. 

 

A salvação e o Espírito 

 

Como já vimos, o Espírito Santo nos guia à verdade; isso significa que Ele nos guia a Jesus, pois, como Ele próprio disse: "Eu sou... a verdade". Mas a verdade de Jesus não é só que Ele é Deus, quem é Ele ou que Ele assumiu a humanidade, o que fez, nem que viveu sem pecado, o que é verdade. Mas a verdade mais importante de Jesus é que Ele morreu como sacrifício pelos pecados do mundo. Não importa quão importante seja tudo sobre Jesus, no fim, todas essas verdades culminam em Sua morte substituta no interesse da humanidade. Qualquer teologia que ignore ou debilite esse ponto está se desviando da obra do Espírito Santo, que deve nos guiar a "toda a verdade" (João 16:13), e Cristo na cruz como nosso substituto é o centro de toda verdade (1 Cor. 2:2). 

 

João 3:15-17; Rom. 3:22-24, Efés. 1:6 e 7 

Como cristãos, o fundamento de nossa esperança, nossa aceitação diante de Deus, não se origina de qualquer coisa que possamos fazer, ou quaisquer obras de justiça que possamos produzir, nem mesmo de qualquer fruto do Espírito, mas só da justiça de Jesus, creditada a nós pela fé. Esta é nossa segurança, nossa certeza, o único fundamento certo em que podemos ter qualquer certeza. Pelos méritos da vida perfeita de Cristo, concedida a nós por nada mais que a graça de Deus – que é Seu favor imerecido para conosco, pecadores obstinados – não existe condenação para nós (Romanos 8:1), nem agora e nem no juízo. Em toda a verdade que o Espírito Santo poderia nos trazer, o que pode ser mais precioso do que isso? 

 

Morte para o eu: o Espírito em nós 

 

Sem dúvida, o Espírito Santo nos guiará à verdade sobre Jesus. Mas Sua obra por nós não pára aí; pelo contrário, é aí que começa. Guiando-nos a Jesus, apontando-nos o caminho da salvação, esta é só a primeira parada na obra do Espírito. Pois o Espírito Santo não só trabalha por nós, guiando-nos a Jesus, mas também trabalha em nós, transformando-nos, tomando a salvação que temos em Jesus e fazendo com que se manifeste em nossa vida. O Cristo que morreu por nós é também o Cristo que vive em nós. 

 É evidente que o único modo de Cristo viver nos homens e mulheres é por intermédio do Seu Espírito. Jesus permeia nossa mente pelo Espírito Santo. As operações de Deus na humanidade e em seu favor ocorrem por Seu Espírito. Sem Ele, poderíamos conhecer intelectualmente sobre a morte de Jesus, mas isso nunca nos salvaria, pois nunca se tornaria a força transformadora de vidas que deve ser para todos os cristãos. 

 

Quais são alguns dos efeitos da habitação do Espírito Santo em nossa vida? Rom. 8:6-11

 

Note a importância que Paulo atribuía à obra do Espírito Santo em nós. Embora tenha sido o grande pregador da salvação unicamente pela fé, Paulo igualmente enfatizava a importância do viver santo e da obediência. Não existe ambivalência aqui: se vivermos segundo a carne, morreremos; se não tivermos o Espírito operando em nós, não seremos de Cristo. É difícil imaginar como ele poderia ter sido mais claro. 

 

De acordo com Paulo, devemos estar mortos para a carne; em outras palavras, nossos desejos carnais, embora existam, não nos devem dominar. O mesmo poderoso Espírito que ergueu Jesus da morte está trabalhando agora em nós, fazendo-nos morrer para o pecado e viver para a justiça. Aqui, Paulo não está falando só em teoria: Esta é a realidade da salvação na vida do crente. 

 

Espírito e vida 

 

Paulo ligou o Espírito com a vida, em contraste com a carne e a morte. Este é um tema encontrado em outro lugar em seus escritos. Obviamente, é algo que apóstolo considerava de suma importância. Nós, que estávamos mortos no pecado (Efés. 2:1), agora somos, pelo Espírito, mortos para o pecado e vivos para Deus (Rom. 6:11). Que mudança radical! 

 

Gál. 5:16-25.    Aqui também Paulo é muito claro: se você praticar as coisas da carne, morrerá, estará perdido. É simples assim: o Espírito traz vida, a carne traz morte. 

Também é interessante como ele contrasta "as obras" da carne com "o fruto" do Espírito. Talvez Paulo estivesse fazendo um contraste entre o que colhemos da carne e o que semeamos na carne. Em outras palavras, pecado é aquilo com que trabalhamos, sofremos e, finalmente, de onde colhemos os resultados. Em contraste, o fruto do Espírito é algo que acontece naturalmente em uma pessoa que está sob o controle do Espírito.

O fruto do Espírito é uma expressão da lei, assim como as obras da carne são violações dela. Os gálatas eram judeus que estavam retornando ao legalismo; Paulo estava procurando levá-los para algo mais elevado do que as obras mortas, que não podiam salvá-los. Longe de negar a lei, ele os estava persuadindo a viver no Espírito, que se expressa na obediência à lei. 

 

"Nascidos do Espírito" 

 

Leia sobre a distinção que Jesus fez entre o nascimento da carne e o nascimento do Espírito. João 3:3-6 

 

Por natureza, todos nascemos da carne. A menos que "nasçamos de novo" (que, no grego, significa realmente "nascer de cima") por intermédio do Espírito Santo, permaneceremos na carne e, evidentemente, morreremos na carne. 

 

A única esperança é o novo nascimento, regeneração e participação na natureza divina. A natureza divina é dada ou mediada pelo Espírito por meio da Palavra. Portanto, regeneração não é a vida natural educada ao nível mais alto de realização, mas a vida divina que é concedida a "vocês [que] estavam mortos em suas transgressões e pecados" (Efés. 2:1, NVI). Isto se torna verdade pelo poder do Espírito Santo que trabalha em nós (veja Tito 3:5). 

 No entanto, o novo nascimento não é o fim da experiência de salvação. É o início. Não importa quão transformador seja o novo nascimento, devemos viver diariamente essa experiência. Não nascemos de novo e, então, caminhamos felizes e distraídos para o reino de Deus. Não é assim que acontece. 

 

Como devemos viver a experiência do novo nascimento? Col. 2:6

 

A vida de uma pessoa nascida de cima inclui negação própria (Luc. 9:23), sacrifício próprio (Rom. 12:1), e rendição dos desejos pecaminosos (Rom. 6:19). Embora por nós mesmos não sejamos capazes de fazer essas coisas, o Espírito Santo que opera em nós nos conduzirá ao ponto em que teremos que tomar a decisão de nos render a Ele, e não à carne. Uma vez tomada essa decisão, Ele nos dará poder para obedecer. No fim, tudo depende da ação correta da vontade. Temos que fazer as escolhas. 

 

Conexão 

 

Antes de morrer, Jesus deu aos Seus seguidores a promessa do Espírito Santo. Note o que Ele disse especificamente em João 14:18: "Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros." 

 

Jesus não está mais aqui em carne, mas está aqui no Espírito, que agora é Seu representante na Terra. Pela intimidade com o Espírito, temos intimidade com Cristo. O Espírito Santo mantém viva para nós a presença de Cristo. Pelo Espírito, podemos ter uma caminhada íntima com Ele. 

 

E essa caminhada é a questão fundamental da vida pelo Espírito Santo. Queremos servir a Deus porque O amamos; queremos ser limpos do pecado porque amamos a Deus e sabemos o que o pecado trouxe à criação de Deus. A vida pelo Espírito requer submissão, sacrifício e morte para o eu; mas se o Espírito habitar em nós, manterá diante de nós o maravilhoso sacrifício de Jesus em nosso favor. Se, dia a dia, sob a unção do Espírito Santo, permanecermos em Cristo e no Seu amor maravilhoso manifesto para conosco por Sua morte na cruz, seremos capacitados do alto para viver como Deus pede que vivamos. Ser santificado não é só deixar de fazer coisas más; é ser "separado" para Deus, viver para Ele em fé, arrependimento e submissão. Isso só pode acontecer por uma conexão viva com Ele. "Podemos deixar muitos maus hábitos, e ainda não estar verdadeiramente santificados, porque não temos conexão com Deus. Devemos nos unir a Cristo." –  The Advent Review and Sabbath Herald, 24 de janeiro de 1893. 

 

"O dom da justiça é comunicado aos homens pela agência do Espírito Santo. Esta é a diferença entre a justiça ineficaz que o homem busca por suas obras e a justiça eficaz que vem pela fé. Na primeira, o Espírito não tem parte, pois o esforço é meramente humano e, assim, independente da graça divina." – SDA Bible Commentary, vol. 6, pág. 977. 

 

"Toda vez que alguém se converte e aprende a amar a Deus e guardar-Lhe os mandamentos, cumpre-se a promessa por Ele feita: ‘E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo.’ Ezequiel 36:26. A mudança do coração humano, a transformação do caráter, é um milagre que revela um Salvador sempre vivo, operando para salvar. Uma vida coerente em Cristo é grande milagre. Na pregação da Palavra de Deus, o sinal que se devia manifestar, então e sempre, é a presença do Espírito Santo a fim de tornar a Palavra uma força regeneradora para os que a ouvem." – O Desejado de Todas as Nações, pág. 407.


 
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