Login ou Esqueceu a sua senha?
E-mail:
senha

Estudo Dirigido - JOÃO - O EVANGELHO AMADO


 

Estudo XIII - O Poder da Ressurreição

 




"Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome" (João 20:31). 

 

A ressurreição de Jesus nos oferece a garantia de que as Suas afirmações são verdadeiras e uma parábola viva do grande poder de Deus em nossa vida hoje. 

 

João 20 nos traz para um ponto crucial neste Evangelho. Existe um sentido no qual a história está "consumada" com a morte de Jesus na cruz (veja João 19:30). 

Mas também existe um sentido em que está inacabada. Não haveria igreja cristã se Jesus continuasse na sepultura. A ressurreição de Jesus transforma a derrota aparente em vitória. A ressurreição é um ato poderoso de Deus, tanto quanto a Criação e o Êxodo. 

 

O Novo Testamento registra onze diferentes aparições de Jesus após a ressurreição, quatro das quais estão registradas nos capítulos 20 e 21 do Evangelho de João, três deles no capítulo 20. E, talvez, a mensagem mais importante aqui é a que foi vista ao longo de todo o livro: uma verdadeira experiência cristã não ocorre pelo ver e tocar, mas pelo crer nas palavras de Jesus, proferidas pessoalmente ou pelo testemunho escrito dos Seus discípulos. 

    

 Na sepultura  

Os muitos testemunhos sobre a ressurreição nos ajudam a confirmar que os relatos da ressurreição não foram criados pelos discípulos a fim de salvar as aparências. Enquanto essas testemunhas viviam, suas histórias podiam ser comparadas e verificadas (Luc. 1:1-4).  

   

Para a segunda geração, porém, a maior evidência da ressurreição de Jesus era a tumba vazia. A tumba vazia é uma característica central deste Evangelho. Realmente, diante das circunstâncias, o vazio da tumba é extremamente difícil de se entender, a menos que Jesus tenha, de fato, ressuscitado. Os inimigos de Jesus vieram e removeram o Seu corpo da tumba? Os discípulos roubaram o Seu corpo a fim de criar a ilusão de uma ressurreição? A melhor explicação para a tumba vazia (a menos que se esteja predisposto a negar a possibilidade da ressurreição) é que Jesus, de fato, ressuscitou. 

 

Leia João 20:3-10. Por que os primeiros dois discípulos que correram à sepultura não entenderam a ressurreição, especialmente depois de tudo o que Jesus lhes preveniu? Mat. 12:40; Mat. 27:63; Mar. 9:30-32; Mar. 10:32-34

 

Para a seguinte geração de cristãos, a mensagem sobre a pequena cena entre Jesus e Maria era poderosa. Embora Maria estivesse na presença real de Jesus, seus olhos estavam tão cegados pelas lágrimas que ela não tinha nenhuma idéia de quem estava ali. Sua presença física não tinha significado para ela até que ela deu atenção à Sua palavra. E nós também temos aquela palavra, através do Evangelho de João.

 

No cenáculo – João 20:19-29

 A primeira geração de cristãos era muito lenta para crer, apesar da evidência da tumba vazia e do testemunho de Maria. Todos tiveram que ver Jesus por si mesmos antes de abandonar outras explicações para a tumba vazia. Só o discípulo amado creu sem primeiro ver a Jesus (João 20:8), representando o tipo de fé que a segunda geração precisaria exercer e que Jesus abençoaria. 

 

Como a tumba ficou vazia? Certamente, os inimigos de Jesus não tinham qualquer motivo para remover Seu corpo da tumba.    Fica igualmente claro que os discípulos não tinham condições nem a intenção de roubar o corpo de Jesus. O fato é que os discípulos não criam que Jesus aceitaria ser morto, apesar de haver afirmado repetidamente o que estava adiante. 

 O Senhor nos deu, além do testemunho claro da Bíblia, evidências racionais e históricas para nos ajudar a crer na ressurreição de Cristo. E se Jesus ressuscitou, nenhum outro milagre é impossível. Qualquer coisa que Lhe peçamos pode ser feita se for da Sua vontade. Nossa própria ressurreição também é garantida pela certeza da ressurreição dEle. O próprio poder divino que ressuscitou a Jesus pode trazer vida e cura, mesmo nas situações humanas mais desesperadas. 

  

O poder da ressurreição  

 

Que outras coisas sucederam aos discípulos como resultado da ressurreição de Jesus? João 2:22; João 7:37-39; João 12:16

 

A ressurreição de Jesus foi o evento mais incrível de todos os tempos. Com toda a nossa ciência e tecnologia, ainda não temos qualquer pista de como levar a vida de volta aos mortos. Qualquer pessoa que tivesse o poder de ressuscitar os mortos (pensa-se) teria o poder de realizar qualquer outra coisa que a raça humana precisasse. 

No coração da fé cristã está o testemunho do Novo Testamento de que Jesus ressuscitou. O poder da ressurreição de Jesus se torna a base para os atos poderosos de Deus na vida dos cristãos desde então (2 Cor. 5:14-17). O poder da ressurreição é a base para o poder ilimitado na vida dos cristãos de hoje. Então, por que esses "poderes ilimitados" são tão invisíveis em muitas igrejas hoje? Por que é tão difícil ver a mão poderosa de Deus em um mundo secular? 

 

 Um dos temas importantes do Antigo Testamento se referia à memória. Sempre que esqueciam as coisas poderosas que Deus havia feito por eles, os israelitas perdiam o senso do Seu poder e de Sua presença. Quando se lembravam do que Ele fizera por eles no passado, o poder da ação original era reativado em suas vidas. De fato, a própria essência da vida espiritual do Antigo Testamento consistia em repetir os atos poderosos de Deus em sua história passada.  

 

Leia as que Deus deu aos israelitas para se lembrarem de como Ele havia agido no passado.  Deut. 26:1-12

 

Realmente, quando os israelitas contavam os atos poderosos de Deus em sua história passada, o poder do ato original era novamente posto em ação em sua experiência (2 Crônicas 20:1-30). 

 

O que era verdade nos tempos do Antigo Testamento também é verdade no Novo Testamento. O ato mais poderoso de Deus é o que Ele fez na Cruz e na ressurreição de Jesus. Existe poder na constante recapitulação da história de Cristo. É por isso que é tão essencial para a experiência cristã compartilhar nossa fé. Onde não existe repetição dos atos poderosos de Deus, não existe poder. Mas o testemunho do que Deus fez traz reavivamento e reforma. O poder da ressurreição torna uma religião formal em algo vivo e poderoso. 

    

 A pesca  

 

João 21 é freqüentemente descrito como o epílogo do quarto Evangelho, porque vem depois de uma passagem dá a aparência de conclusão do Evangelho. João 21 conta como os discípulos encontraram Jesus na Galiléia depois da ressurreição. Jesus proveu uma enorme pesca (vs. 1-6), serviu o desjejum e então manteve uma séria conversa na praia com Pedro (vs. 15-23). 

  

A impressão que se tem, particularmente no Evangelho de João, é que as aparições de Jesus após a ressurreição eram ocasionais e bastante inesperadas. Maria, os dez, Tomé, e agora sete discípulos foram surpreendidos pela subitaneidade dos aparecimentos de Jesus. Em sentido real, o ministério de Jesus aos Seus discípulos completou-se no cenáculo (João 13-17). Ele lhes disse muito pouco depois da ressurreição, pelo menos pelo que está registrado. O propósito de Suas aparições talvez não seja tanto ensinar como validar a realidade da Sua ressurreição. 

 

 Parece que o desjejum daquela manhã foi muito silencioso. Os discípulos não pareciam saber o que fazer com a presença de Jesus desde que tinham estado com Ele no cenáculo. Naquele dia, eles possuíam as mesmas incertezas que a segunda geração de cristãos experimentaram depois da morte do discípulo amado. Os discípulos estavam na presença física de Jesus, mas essa presença física parece não ter sido vantajosa para eles. Só a vinda do Espírito lhes daria sólida certeza, e a vinda do Espírito provou ser igualmente eficaz tanto para a primeira como para a segunda geração. 

 

 Restaurando Pedro – João 21:15-23

 

Leia o diálogo entre Jesus e Pedro em João 21:15-17. Compare isto com que aconteceu em Lucas 22:55-62.

 

João 21:15-17 descreve uma tríplice repetição de pergunta, resposta e reação. Esta abordagem pode parecer rude por parte de Jesus. Seu efeito era sondar Pedro até a profundidade do seu ser, mesmo debaixo de considerável dor. A confiança própria de Pedro gradualmente foi afastada, até que ele foi deixado com nada mais do a certeza de que Jesus conhecia o seu coração e seria justo em Seus julgamentos. 

 

 A dor, a perda, a pobreza e a angústia emocional levam as pessoas a um ponto onde é possível obter ganhos importantes no desenvolvimento espiritual. E às vezes, como no caso de Pedro, o autor daquela dor era o próprio Jesus, que, como um cirurgião amoroso, feria a fim de curar. Jesus não Se conforma com respostas rápidas e superficiais. Ele insiste em descer aos verdadeiros sentimentos e motivos daqueles a quem ama. 

A experiência de Pedro mostra que o relacionamento com Jesus pode ter seus altos e baixos. O que Jesus deseja que façamos quando caímos? Como podemos saber que fomos aceitos, apesar do que dissemos, pensamos ou fizemos? 

 

- Saiba com que tipo de Deus você está lidando. Deus ama os pecadores! Não significa que o pecado não é importante, mas que não importa o que tenhamos feito no passado, podemos recomeçar hoje. É nessas mesmas ocasiões, quando se sente pior, que você tem a maior força para reivindicar Sua misericórdia!  

 - Diga a verdade sobre si mesmo. A Bíblia chama isso de confissão. Confissão é simplesmente enfrentar a realidade e ser honesto diante de Deus. A confissão pode ser difícil, porque nossa natureza se rebelará contra ela, mas, se nos basearmos no valor que temos na Cruz, será menos doloroso do que as conseqüências de não confessar! 

 - Peça perdão. "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9). Deus não exige toda uma lista de condições antes de Se dispor a perdoar. As condições já foram cumpridas em Jesus Cristo. 

 - Planeje abandonar o pecado para sempre. Como fazer isso quando muitos pecados parecem atraentes? Pense com antecedência em algumas das conseqüências de continuar no pecado. Faça uma lista delas. Leia a lista para si mesmo cada vez que for tentado. 

 

  "Quando Cristo foi crucificado, eles não creram que Ele ressurgisse. Ele havia afirmado claramente que haveria de ressurgir ao terceiro dia, mas eles ficaram perplexos sobre o que Ele queria dizer. Esta falta de compreensão deixou-os ao tempo da Sua morte em extremo desesperançados. Ficaram amargamente desapontados. Sua fé não penetrava além das sombras que Satanás tinha baixado em seu horizonte. Tudo lhes parecia vago e misterioso. Tivessem eles crido nas palavras do Salvador, e quanta tristeza teria sido evitada!" –  Atos do Apóstolos, págs. 25 e 26. 

 

O poder da ressurreição não só nos convence de que a história de Jesus é verdadeira; ela nos convence do pecado e provê a base para uma relação viva e vibrante com Jesus. Não existe nada como a paz que temos quando estamos totalmente dedicados à Sua vontade. Não existe nada como a alegria que vem quando a consciência está limpa. O cristianismo durou dois mil anos porque nada pode se comparar com o tipo de vida que obtemos quando temos uma relação viva com Jesus Cristo. É possível seguir o costume e chamar isso de cristianismo. Mas a realidade é ainda maior. Por que conformar-nos com menos?


 
Envie esta página à um(a) amigo(a)