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A Bíblia em Esboco
Primeira Epístola de São João

 


Análise nº
62

Palavra-chave: "Saber e Comunhão"

Mensagem: A vida em comunhão com Deus, sua alegria, vitória, segurança e certeza.

INTRODUÇÃO GERAL

AUTOR O apóstolo João.

LUGAR E DATA: Indeterminados. Provavelmente escrita em Éfeso, no final do primeiro século.

DESTINATÁRIOS: Aparentemente a igreja em geral, já que não tem saudações, despedidas, e outras alusões pessoais; pertence, portanto, às epístolas gerais.

Chama os crentes carinhosamente, como: "Meus filhinhos", 2:1,18,28; 3:7,18; 4:4; 5:21; e "amados", 3:2,21; 4:1,7,11.

PROPÓSITO: O autor menciona quatro razões para escrever esta carta aos crentes: para aumentar seu gozo, 1:4; para guardá-los do pecado, 2:1; para adverti-los acerca de falsos mestres, 2:26; para fortalecer a sua fé em Cristo e para dar-lhe a garantia da vida eterna, 5:13.

PALAVRAS CHAVE: Comunhão, saber e amor.

TEMA CENTRAL: Deus é vida, luz e amor perfeitos. Seu caráter constrange os crentes a viverem em santidade e amor fraternal.

PARTICULARIDADES: Esta pode ser chamada " A carta das certezas ". Começa com uma declaração positiva do conhecimento pessoal de Cristo, 1:1-3.

Dá grande ênfase ao conhecimento espiritual que os crentes podem obter. A palavra "saber", ou seu equivalente aparece mais de trinta vezes.

Sete casos importantes onde aparecem as palavras "sabeis" ( ou "sabemos").

Os crentes sabem:

  • (1) Que a vida reta indica regeneração, 2:29; 5:18.
  • (2) Que seremos semelhantes a Cristo quando ele vier, 3:2.
  • (3) Que Cristo veio tirar os nossos pecados, 3:5.
  • (4) Que o amor fraternal indica que temos passado da morte para a vida, 3:14.
  • (5) Que ele vive em nós pelo Espírito, 3:24.
  • (6) Que temos vida eterna, 5:13.
  • (7) Que nossas orações são respondidas, 5:15.

SINOPSE

I. Deus é vida e luz.

Cap. 1.

  • (1) Manifestadas em Cristo, vs. 1-2.
  • (2) Propósito da carta, vs. 3-4.
  • (3) Condições para a comunhão divina.

Cap. 2.

    • (c) Aceitar a Cristo como advogado e sacrifício de propiciação, vs. 1-2.
  • (4) A obediência é a prova da comunhão.
    • (a) Seguindo o exemplo de Cristo, vs. 3-6.
    • (b) A obediência ao novo mandamento do amor é permanecer na luz, vs. 7-11.
  • (5) Uma mensagem a diferentes classes de crentes acerca do conhecimento espiritual e de como vencer o maligno, vs. 12-14.
  • (6) Uma advertência acerca de amar o mundo, vs. 15-17.
  • (7) O surgimento de anticristos, com sua apostasia e sua negação de Cristo, é um sinal dos últimos tempos, vs. 18-23.
  • (8) Exortação a permanecer na verdade, com a garantia de que a unção divina proporcionará toda a instrução necessária, vs. 24-27.
  • (9) A permanência nele dá confiança. A justiça é uma característica do novo nascimento, vs. 28-29.

II. Deus é perfeito amor.

Cap. 3.

  • (1) Seu amor se manifesta na exaltação de crentes a filhos, vs. 1-2.
  • (2) A prova da filiação é o viver retamente, vs. 3-10.
  • (3) O amor fraternal é a característica distintiva da vida espiritual, vs. 11-15.
  • (4) O amor se manifesta no sacrifício e não apenas por meio de palavras, vs. 16-18.
  • (5) O resultado do amor é garantia de resposta às orações, vs. 19-22.
  • (6) A fé e o amor fraternal são essenciais à comunhão com Deus, vs. 23-24.

Cap. 4.

  • (7) Parêntese. O espírito de verdade e o espírito de erro no mundo, e os métodos de prová-los.
    • (a) A atitude perante a encarnação de Cristo determina a origem e o caráter destes espíritos, vs. 1-3.
    • (b) As características mundanas dos anticristos, vs. 4-6.
  • (8) O amor divino.
    • (a) No coração humano, indica regeneração, v. 7.
    • (b) Manifesto na encarnação e na obra redentora de Cristo, vs. 8-10.
    • (c) Quando mora nos crentes produz amor fraternal e inspira a testificar acerca de Cristo como Salvador da humanidade, vs. 11-16.
    • (d) Quando é aperfeiçoada, dá garantia e lança fora o temor, vs. 17-18.
    • (e) Aumenta a intensidade do amor a Deus e do amor fraternal, vs. 19-21.

III. A fé e o amor são os princípios vencedores no conflito com o mundo e com todos os poderes do mal.

Cap. 5.

  • (1) A vida de obediência por amor, vs. 1-3.
  • (2) A vitória da fé, vs. 4-5.
  • (3) Os testemunhos divinos na terra e no céu, vs. 6-9.
  • (4) O testemunho do Espírito, v. 10.
  • (5) O dom da vida eterna por meio do Filho de Deus, vs. 11-13.
  • (6) A certeza da resposta à oração, vs. 14-15.
  • (7) O trato com um irmão pecador, v. 16.
  • (8) O conhecimento quádruplo do crente, vs. 18-20.


O ESCRITOR

Esta epístola foi escrita pelo velho apóstolo João, mais ou menos no ano 90 A.D., provavelmente de Éfeso. Não foi endereçada a uma igreja, em particular, nem a um indivíduo, mas, a todos os cristãos (2:12-14).

O PROPÓSITO

  • Logo após o estabelecimento da igreja cristã, o erro começou a infiltrar-se em seus ensinos. Os convertidos vindos do judaísmo e do paganismo, procuravam abalar a fé cristã com as teorias de suas primitivas crenças. Isto orientou a heresia e a apostasia e culminou com o gnósticismo. Esta seita, admitindo a divindade de Cristo, negava sua humanidade e retinha outras idéias heréticas. Chamavam-se gnósticos (os sábios) e se colocavam na posição de "aristocratas da sabedoria", jactando-se de que só eles possuíam a verdadeira sabedoria e olhavam com lástima e desprezo a todos os que aderiam a fé apostólica.
  • Sem dúvida, ao escrever esta epístola, João tinha em mira essa heresia:
    • Em 1:12, ele afirma a humanidade de Cristo, declarando que, não somente O ouviram, mas, também O haviam visto e tocado.
    • Denunciou os que negavam a Sua humanidade, 4:2,3.
    • Deu ênfase ao fato de que os gnósticos não tinham o monopólio da sabedoria, mas, que o cristão, o crente ortodoxo, possuía um conhecimento superior - não derivado de especulações como o deles - mas, sim da revelação (1:5, 2:20 e 27). A palavra "saber" ou seu equivalente, encontra-se 32 vezes nesta epístola. (Veja Seção 4, na análise abaixo)

O ESTUDO EM TÓPICOS

O método de estudo em tópicos tem o valor de ajudar-nos a compreender o ensino da epístola. Exemplo: tomemos três tópicos:

  • O AMOR
    • O amor de Deus para com os pecadores, 4:9,10.
    • O resultado desse amor é a adoção, 3:1.
    • Porque nos devemos amar, uns aos outros, 4:11 com 3:11 e 23.
    • Como amamos, assim provamos, 3:14.
    • Amor, sua presença ou sua ausência, é a diferença entre um filho de Deus e um filho do Diabo, 3:10.
    • Porque amamos a Deus, 4:19.
    • O que prova amando o mundo, 2:15.
    • Em quem se aperfeiçoa o amor de Deus, 2:5.
    • O resultado do aperfeiçoamento do amor, 4:18.
    • O grande fato de que Deus não é somente "Luz", 1:5; mas, também "Amor", 4:16.
  • O PECADO
    • É universal, 1:8,10.
    • Duas definições do pecado, 3:4 e 5:17.
    • Para que veio nosso Senhor, 2:2; 3:5 e 4:10.
    • Há purificação do pecado, 1:7.
    • Para os que o confessam, 1:9.
    • Sabemos que os nossos pecados são perdoados, 2:12.
    • Não há necessidade de continuar no pecado, 2:1 e 3:8,9.
    • O segredo para vencer o pecado é "permanecer", 3:6 e "conservar-se", 5:18.
  • O NOVO NASCIMENTO. Sua evidência e resultados
    • Não continua no pecado, 3:9.
    • Amor, 4:7.
    • Fé, 5:1.
    • Vitória, 5:4.
    • Quem é nascido de Deus é guardado pelo Unigênito do Pai, 5:18.
    • Viver santo, 2:29.

QUATRO RAZÕES DE JOÃO

João dá quatro razões porque escreveu esta epístola, tudo fruto do viver em comunhão com Deus.
(1) JOÃO ESCREVEU: "para que o vosso gozo seja completo" 1:4 - Cap. 1

A vida de comunhão é

UMA VIDA ALEGRE

  • Os crentes aos quais João escreveu tinham gozo (o gozo do perdão) mas, não tinham a plenitude do gozo (o gozo da comunhão).

  • Ele demonstra que a plenitude do gozo é o resultado da comunhão.

    • com o Pai,

    • com Jesus Cristo, e

    • com os irmãos.

  • Ele previne que esta íntima e bendita comunhão está condicionada a:

    • andar na luz

    • confissão do pecado

    • perdão do pecado

    • purificação do pecado

(2) JOÃO ESCREVEU: "para que não pequeis", 2:1 - Cap. 1:1-17

A vida de comunhão é

UMA VIDA VITORIOSA

  • A vida de comunhão é uma vida vitoriosa. Não há necessidade de continuar na escravidão do pecado, no entanto, tristemente, pecamos, verso 1.

  • Para nós há um Advogado, por quem, mantemos nossa comunhão! - Notamos, também, que a propiciação não é limitada, 1:2.

  • A comunhão com Deus significa e depende de:

(3) JOÃO ESCREVEU: "para prevenir contra os enganadores", 2:26 - cAPS. 2:18 - 4:6

A vida de comunhão é

UMA VIDA PRESERVADA

  • A heresia em atividade, 2:18,19.

  • Mas os crentes se salvaram guardados pela unção do Espírito, 2:20-27.

  • Os gnósticos falavam muito, mas, levavam uma vida má, (não assim os crentes), 3:11-24.

  • Porque o mundo nos aborrece, 3:1.

  • Os sinais dos falsos mestres, 4:1-6.

(4) JOÃO ESCREVEU: "para que saibais", 5:13 - Cap. 4:7 - 5

A vida de comunhão é

UMA VIDA SÁBIA


 
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