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A Bíblia em Esboco
A Epístola aos Hebreus

 


Análise nº
58

Palavra-chave: "Melhor"

Mensagem: A cura do desânimo e do desvio é uma real concepção da Glória e da Obra de Cristo.

INTRODUÇÃO GERAL

AUTOR E DATA Indeterminados.

A carta é anônima. Tem sido atribuída a Paulo, Barnabé, Lucas, Apolo, entre outros.

PROPÓSITO: A carta aparentemente foi escrita antes de tudo aos cristãos hebreus. Estes convertidos estavam em perigo constante de voltar ao judaísmo, ou pelo menos de darem muita importância às observâncias cerimoniais. O principal propósito doutrinário do escritor era o de mostrar a glória transcendente da era cristã em comparação com a do antigo testamento.

PALAVRA CHAVE: Melhor, ou superior. Seguindo estas palavras, o leitor descobrirá a corrente principal do pensamento.

Outras palavras e frases salientes:

Sê santo, referindo-se à obra consumada de Cristo, 1:3; 10:12; 12:2.

Chamado celestial, 3:1; sacerdote, 4:14; dom, 6:4; bens, 10:34; pátria, 11:16; cidade, 12:22.

A confiança dos crentes, uma série de onze exortações:

  • (1) Temamos, 4:1.
  • (2) Procuremos, 4:11.
  • (3) Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça, 4:16.
  • (4) Prossigamos, 6:1.
  • (5) Cheguemo-nos, 10:22.
  • (6) Guardemos firme, 10:23.
  • (7) Consideremo-nos uns aos outros, 10:24.
  • (8) Deixemos todo embaraço e corramos com perseverança, 12:1.
  • (9) Sirvamos a Deus agradavelmente, 12:28.
  • (10) Saiamos, 13:13.
  • (11) Ofereçamos sempre sacrifício de louvor, 13:15.

    A carta pode ser dividida em duas partes:
    Parte I, principalmente doutrinária;
    Parte II, principalmente prática.

    SINOPSE

    I. Seção 1. A preeminência de Cristo.

    Cap. 1.

    • (1) Sobre os profetas, devido à glória divina dele, vs. 1-3.
    • (2) Sobre os anjos.
      • (a) Por possuir melhor nome, v. 4.
      • (b) Reconhecido como o único Filho verdadeiro do Pai, v. 5.
      • (c) Deus ordena aos anjos que adorem ao Filho, v. 6.
      • (d) Exaltado acima dos anjos ao trono eterno, à direita de Deus, vs. 8-14.

    Cap. 2.

      • (e) Sua mensagem é de fundamental importância, e por isso não podemos negligenciá-la, vs. 1-4.
      • (f) Jesus, feito um pouco menor que os anjos, morreu pela humanidade a fim de trazer muitos filhos à sua própria glória com o Pai e para destruir aquele que tem o poder da morte, vs. 9-14.

    Seção 2. A preeminência do sacerdócio de Cristo.

    Cap. 2. (Cont.)

    • (1) Assumiu a natureza humana.
      • (a) Como preparação para sua obra de reconciliação, vs. 16-17.
      • (b) Sua tentação o preparou para ajudar aos tentados, v.18.
    Cap. 3.
    • (2) Uma chamada a considerar o sacerdócio de Cristo, v. 1.
    • (3) Sua preeminência sobre Moisés, que foi servo, enquanto Cristo, filho, vs. 2-6.
    • (4) Parêntese: o fracasso de Israel.
      • (a) Em entrar no descanso de Canaã, vs. 7-11.
      • (b) Foram excluídos devido à incredulidade, vs. 12-19.

    Cap. 4.

      • (c) Advertência à igreja para que não siga o exemplo de incredulidade de Israel, mas que entre no descanso da fé, vs. 1-8.
      • (d) O crente descansa na obra da redenção e deixa de confiar nas próprias obras, vs. 9-11.
      • (e) O poder da Palavra de Deus, vs. 12-13.

      RETOMA-SE O TEMA DO SACERDÓCIO DE CRISTO.
    • (1) O sacerdócio compassivo de Cristo é um chamado de ânimo à firmeza e à oração, vs. 14-16.

    Cap. 5.

    • (2) O sumo sacerdote, seu ofício e obra:
      • (a) Tomado de entre os homens, v. 1.
      • (b) Compreensivo devido às suas próprias debilidades, v. 2.
      • (c) Apresenta uma oferta por si mesmo e também pelo povo, v. 3.
      • (d) Escolhido por Deus, v. 4.
    • (3) Características do sacerdócio de Cristo:
      • (a) Escolhido por Deus segundo nova ordem, vs. 5-6.
      • (b) Ofereceu orações sinceras por livramento em uma atitude de obediência, vs. 7-8.
      • (c) Converteu-se em fonte de eterna salvação, vs. 9-10.
    • (4) Repreensão paternal, chamado, advertência e recomendação.
      • (d) Repreensão pela torpeza e imaturidade, vs. 11-14.

    Cap. 6.

      • (e) Chamado ao progresso na verdade doutrinária, vs. 1-3.
      • (f) Advertência acerca dos que, havendo gozado dos privilégios mais sublimes da Nova Aliança, se afastam de Cristo, vs. 4-8.
      • (g) Elogio à igreja e a confiança de que os crentes continuarão fiéis e herdarão as promessas, vs. 9-12.

      Retoma-se, de novo, o tema do sacerdócio de Cristo.
    • (5) A certeza do cumprimento das promessas divinas.
      • (a) Ilustrada na vida de Abraão, vs. 13-15.
      • (b) Confirmada por juramento, vs. 16-17.
      • (c) Como âncora da alma, vs. 18-19.
      • (d) Garantida por nosso sumo sacerdote celestial, v. 20.

    Cap. 7.

    • (6) O sacerdócio de Melquisedeque como tipo do de Cristo.
      • (a) Com um grande nome e pertencente a uma ordem eterna, vs. 1-3.
      • (b) Abraão o honrou com os dízimos e foi feito superior ao sacerdócio de Arão, vs. 4-10.
    • (7) Resumo das qualidades preeminentes do sacerdócio de Cristo.
      • (a) Como o de Melquisedeque, pertencia a uma ordem eterna e foi confirmado pelo juramento divino, vs. 11-22.
      • (b) É imutável e infinito em poder, vs. 23-25.
      • (c) Foi puro e perfeito, e consumou um sacrifício completo, vs. 26-28.
    Cap. 8.
      • (d) Exerce seu ministério no santuário celestial, vs. 1-5.
      • (e) É mediado por meio de uma melhor aliança, vs. 6-13.
    Cap. 9.
      • (f) Os ritos, as cerimônias e os sacrifícios que os sacerdotes realizaram no passado eram apenas tipos, vs.1-10.
      • (g) A obra redentora de Cristo e seu sangue purificador do pecado são realidades sublimes, vs. 11-15.
      • (h) As provisões da antiga aliança eram figura da obra perfeita que Cristo realizou na nova aliança, vs. 16-28.
    Cap. 10.
      • (i) Os sacrifícios israelitas, repetidos continuamente, eram ineficazes para tirar o pecado, ao passo que Cristo, por meio de seu grande e único sacrifício, completou a obra redentora para a humanidade e se sentou à destra de Deus, esperando a consumação do plano divino, vs. 1-18.

    II. Antes de tudo, ensino e exortações práticas.

    • (1) O privilégio de entrar na presença divina por meio do sacrifício, e o sacerdócio de Cristo, vs. 19-21.
    • (2) Exortações.
      • (a) A nos achegarmos confiantemente em adoração, com um coração preparado, v. 22.
      • (b) à firmeza, ao estímulo mútuo e à lealdade, vs. 23-25.
    • (3) Advertência acerca dos perigos da reincidência.
      • (a) O castigo imposto aos desobedientes sob a lei mosaica, v. 28.
      • (b) O destino, ainda pior, para os que desonram o sacrifício de Cristo e o espírito da graça de Deus, vs. 29-31.
    • (4) Lembrança aos crentes hebreus de seu valor ao suportar as aflições e exortações à paciência e à perseverança, vs. 32-39.

    Cap. 11.

    Cap. 12.

    • (6) O atletismo espiritual, a carreira cristã.
      • (a) A concorrência, a preparação e como correr, v. 1.
      • (b) Os olhos postos no Mestre, recordando sua vitória, v. 2.
      • (c) Inspiração quando se está cansado, vs. 3-4.
      • (d) O valor do sofrimento e da disciplina na instrução, vs. 5-10.
      • (e) Os bons resultados do sofrimento e da disciplina, v. 11.
      • (f) Apelo ao vigor e à retidão, vs. 12-13.
    • (7) Exortações quanto à paz, à pureza e ao cuidado contra as más influências, vs. 14-15.
    • (8) Advertências acerca do desprezo pelas bênçãos de Deus, vs. 16-17.
    • (9) Contraste entre o monte Sinai da antiga Aliança e o monte Sião da nova Aliança.
      • (a) O monte Sinai com as manifestações terríveis do poder divino, vs. 18-21.
      • (b) O monte Sião com a companhia gloriosa na Jerusalém celestial, vs. 22-24.
    • (10) Solene advertência a respeito da necessidade de atentarmos para a mensagem celestial, e contraste entre a efemeridade das coisas terrenas e a permanência do reino de Deus, vs. 25-28.

    Cap. 13.

    • (1) Exortações finais acerca dos deveres cristãos.
      • (a) Deveres sociais, vs. 1-6.
      • (b) Deveres perante os líderes religiosos, v. 7.
      • (c) Um Cristo imutável deve inspirar firmeza na doutrina cristã, vs. 8-9.
      • (d) Devemos buscar a santifição, vs. 10-14.
      • (e) Devemos ser agradecidos, bondosos, e obedientes aos governantes, vs. 15-17.
    • (2) Palavras de conclusão.
      • (a) Um pedido de oração e os votos de bênção, vs. 18-21.
      • (b) Saudação e bênção finais, vs. 22-25.

    PORÇÕES SELETAS

    O sofrimento, é uma preparação para o sacerdócio, 2:9-18.

    O descanso da fé, 4:1-11.

    A maturidade espiritual, 5:12 -6:2.

    A Nova Aliança, 8:8-13.

    O capítulo da fé. Ou a galeria dos heróis, cap. 11.

    O capítulo do "atletismo espiritual" e da carreira cristã.

    O sofrimento, a correção e a disciplina como preparação para a vitória, 12:1-13.


    O AUTOR

    Desconhece-se o autor desta epístola. Eusébio nos diz que Pontoenus, de Alexandra, (segundo século) atribui os direitos de autor a Paulo. Tertuliano, de Cártago, (terceiro século) declara que Barnabé é o autos, Lutero admitia que Apolo a tivesse escrito. O Dr. Campbell Morgan acha que a epístola revela traços do pensamento de Paulo e o estilo de Lucas. O Dr. Scofield pensa que, nesta carta, preservaram-se alguns dos discursos de Paulo, proferidos nas sinagogas. Calcula-se que foi escrita, mais ou menos, no ano 64 A.D., visto que refere-se, ali, ao Templo ainda não destruído.

    O PROPÓSITO

    Em face da cruel perseguição, os crentes chegaram a julgar que, por terem abraçado a Causa de Cristo, haviam perdido tudo. - altar, sacerdotes, etc. Começaram a menosprezar os privilégios cristãos, preocupando-se em demasia com seus sofrimentos e colocando-se, geralmente, em condição de transviados. O apóstolo (sem dúvida, Paulo a escreveu) enviou esta carta para corrigir esses erros.

    A HABILIDADE

    Note-se a habilidade do escritor em tratar com esses cristãos desanimados e sem esperança.

    • Primeiro, ele ocupa suas mentes com a glória da Pessoa e com a grandeza da Obra do Senhor Jesus Cristo.
    • Refere-se, em seguida, ao fato de que ao invés de termos perdido tudo, ganhamos tudo. (Notar: "temos" em 4:14, 6:19, 8:1, 10:34 e 13:10-14) e que seu cristianismo era superior ao judaísmo.
    • Mostra, depois, que não haviam, até ali, sofrido como os outros. Coleridge mostra, de maneira belíssima, que, enquanto a epístola aos Romanos prova a necessidade da religião cristã, o objetivo de Hebreu é provar a sua superioridade. E isto, o autos o demonstra, não em detrimento do velho, mas revelando que o novo é o cumprimento do velho. Não se nega que tinham boas coisas no velho sistema, porém, era preciso concordar que, agora tinham tudo "melhor". Esta epístola tem sido chamada de "O Quinto Evangelho". Os outros quatro falam da Sua obra na terra, e este fala da terra mas, também Sua obra no céu.

    O ESTUDO EM TÓPICOS

    Nenhum livro se apresenta tão claro para o estudo em tópicos, como este; vejamos:

    ANÁLISE

    (A) O ARGUMENTO - Caps. 1 - 10:8

    A GLÓRIA DA PESSOA E A OBRA DE CRISTO

    (1) O SENHOR - Caps. 1:1-3

    JESUS MAIOR DO QUE OS PROFETAS

    • Os profetas eram grandes, mas, o Filho era maior, pois, enquanto Deus falou "pelos" profetas. Jesus é o Verbo, que se fez carne, João 1:14.

    • Observar, no verso 3, a palavra "assentou-se". É uma das declarações características de Hebreus, sugestiva numa obra perfeita e completa.

    (2) O SENHOR - Caps. 1:4-11

    JESUS MAIOR DO QUE OS ANJOS

    Os anjos são grandes seres mas, o Senhor Jesus é maior pois:

    • Ele é o Filho de Deus.

    • Ele é "gerado" de Deus.

    • Deus nunca disse aos anjos o que fala ao Senhor Jesus: "Ó Deus, o teu trono subsiste,..."

    • O "óleo de alegria mais do que a teus companheiros", (verso 9) prova que nosso Senhor não foi somente "homem de dores", mas, também "homem de alegria".

    (3) O SENHOR - Cap. 3

    JESUS MAIOR DO QUE MOISÉS

    • Como foi grande Moisés! Jesus, porém, é maior. Moisés foi um servo fiel, mas,, Jesus é o Filho leal, posto sobre Sua própria casa.

    • Esta declaração atingiu, de forma impressionante, os judeus daqueles dias como de fato ainda atinge os dos nossos dias.

    (4) O SENHOR - Cap. 4:1-13

    JESUS MAIOR DO QUE JOSUÉ

    • Josué foi um grande chefe, mas, falhou. Jesus é maior visto que só Ele pode conduzir-nos com segurança para nos dar o repouso real.

    • É "a palavra de Deus" no verso 12, o Senhor Jesus? Certamente. Ele é a Palavra de Deus, pois é vivo, poderoso, onisciente e conhecedor de tudo.

    (5) O SENHOR - Caps. 4:14 - 10:18

    JESUS MAIOR DO QUE ARÃO

    Arão e seus sucessores foram grandes, mas, Jesus é superior pois:

    • Era sem pecado, enquanto eles tinham pecado, 4:15.

    • Era sacerdote duma ordem mais elevada que a de Arão, 5:6.

    • É o nosso precursor, Arão nunca o foi, 6:20.

    • Abraão considerou quão grande era Melquisedeque, 7:4.

    • A ordem de Melquisedeque é eterna, 7:16,17.

    • Arão serviu de exemplar e sombra, da qual Jesus é a realidade, 8:1-5.

    • Jesus é o Mediador dum concerto melhor, 8:6-13.

    • Jesus ministra num santuário melhor, 9:1-25.

    • Jesus ofereceu melhor sacrifício, 9:25-28.

    (B) A APLICAÇÃO - Caps. 10:9 até o fim

    A VIDA QUE DEVEMOS VIVER POR CAUSA DE SUA VIDA E SUA OBRA


    Como sábio pregador, o escritor não deixou para o fim a aplicação, mas, e repetidamente, com energia aplicava a lição, como em 2:1-4, 3:7-19, 6:1-12. Mas a aplicação, propriamente, começa aqui e é notável pela repetição da frase: "Deixemos"

    NÃO DEIXAR DE:

    1. Prosseguir, 6:1

    2. Nos achegar, 10:19-22

    3. Reter, 10:23

    4. Considerar uns aos outros, 10:24

    5. Perseverar, 10:26 - cap. 11

    6. Por de lado todo o embaraço e o pecado, 12:1

    7. Correr com paciência, 12:1,2

    8. Suportar, 12:3-29

    9. Cultivar o amor fraternal, 13:1-4

    10. Ter costumes sem avareza, 13:5

    11. Ir a Ele, 13:13

    12. Oferecer sacrifícios de louvor, 13:15


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