Login ou Esqueceu a sua senha?
E-mail:
senha

A Bíblia em Esboco
A Epístola a Filemon

 


Análise nº
57

Palavra-chave: "Receber" vs. 12,15,17

Mensagem: A prática do perdão cristão indispensável e ilustrado.

INTRODUÇÃO GERAL

É uma carta particular de intercessão escrita por Paulo provavelmente em Roma, e enviada a Filemom, em Colossos, Colossenses 4:7-9.

DADOS ACERCA DE FILEMOM: Aparentemente era membro da igreja de Colossos, a qual parece que se reunia em sua casa, v. 2.

Sua benevolência (vs. 5-7) e o pedido de Paulo de preparar-lhe alojamento (v. 22) indicam que era um homem de certos recursos econômicos.

Paulo, pelo fato de nunca ter estado em Colossos (Colossenses 2:1) deve ter conhecido a Filemom em alguma outra parte, possivelmente em Éfeso, que não estava muito longe. Talvez tenha sido convertido pelo apóstolo, v. 19.

HISTÓRIA DE ONÉSIMO: Era um escravo que havia fugido de Filemom. Teria possivelmente roubado ao seu amo e fugido para Roma, v. 18, onde esteve sob a influência de Paulo e se converteu (v. 10).

Chegou a ser discípulo de Cristo, Colossenses 4:9. Paulo queria tê-lo em Roma como seu ajudante (v. 13), mas por não ter o consentimento de Filemom (v. 14), sentiu-se no dever de enviar o escravo a seu amo.

Desta maneira, o apóstolo escreve esta bela carta de intercessão, pedindo a Filemom que perdoe a Onésimo e lhe devolva a confiança.

SINOPSE

  • (1) Saudação cordial e elogiosa, vs. 1-7.
  • (2) Testemunho acerca da mudança do caráter de Onésimo, vs. 10-11.
  • (3) A amável petição de perdão em favor do escravo fugitivo, vs. 12-19.
  • (4) Saudações e bênção, vs. 20-25.

LIÇÕES ESPIRITUAIS do exemplo de Paulo.

  • (1) A importância do interesse pelos desafortunados.
  • (2) O dever dos crentes de obedecer à lei: Onésimo tem que regressar ao seu amo.
  • (3) A irmandade cristã está acima de todas as distinções sociais e de classes.

A CORRESPONDÊNCIA ÍNTIMA DE PAULO

Em tempos atrás, o Rev. Sir W.Robertson Nicoli, famoso editor e autoridade literária, escreveu: "Se tivesse de cobiçar qualquer honraria como escritor de qualidade, bastaria que algumas de minas cartas, figurassem nas estantes dos meus amigos, logo que terminassem as lutas da vida." Se Paulo almejou essa honra ou não, uma de suas cartas íntimas foi preservada com carinho. De toda a correspondência íntima de Paulo, esta epístola é a única que o tempo preservou. É a mais curta de suas epístolas, uma verdadeira jóia!

A HISTÓRIA NA EPÍSTOLA

Um escravo de Filemon (membro influente da igreja em Colossos) cujo nome era Onésimo, fugira e escondera-se em Roma, quem sabe, se com algum dinheiro roubado ao seu dono. Ali, providencialmente, sob a influência de Paulo, converteu-se e tornou-se querido do apóstolo pelo seu devotado serviço. Porém, legalmente, era escravo de Filemon e Paulo não queria nem pensar em tê-lo consigo; pois, não o poderia usar como criado, nem aproveitar seu trabalho sem que seu dono o soubesse.

O PROBLEMA DE PAULO

  1. Desejava, ardentemente, evitar ao escravo foragido, a punição severa e cruel que, nesse caso, ditava a lei romana.
  2. Queria conciliar Filemon com Onésimo, sem humilhar este; recomendar o malfeitor sem lhe negar a falta cometida. Como conseguir isto? Este foi o problema que Paulo teve de enfrentar.

A ESTRATÉGIA DE PAULO

  1. Sente que o escravo não deve encontrar-se a sós com seu dono, injuriado; por isso providencia um mediador, em Tíquico, que estava de partida para Colossos.
  2. Escreveu esta carta pessoal a Filemon e Onésimo foi seu portador, carta esta que é um perfeito modelo de tática e cortesia.
  3. E para tornar difícil a Filemon, não perdoar e não restaurar o culpado, ele o recomenda a igreja. (Veja Colossenses 4:9)

SUA DIVISÃO E PALAVRA CHAVE

  • Naturalmente, temos quatro divisões:
    • Saudação, 1-3
    • Caráter esplêndido de Filemon, em evidência, 4-7
    • Intercessão por Onésimo, 8-21
    • Saudação e conclusão, 22-25
  • Sua palavra chave é: "Receber". Notar, como nos versos 12, 15 e 17, ele fere uma nota mais forte e uma chave mais elevada, cada vez que as repete.

A EPÍSTOLA É DE VALOR

Em primeiro lugar. - Como revelação do caráter de Paulo.

Conhecemos, corretamente, o verdadeiro caráter dum homem, mais pelas suas cartas íntimas do que pelas suas cartas públicas. Enquanto, alguém, brilha pelo segundo exemplo, ele, muitas vezes, revela-se a si mesmo, em verdadeiras cores, no primeiro exemplo. Pelo estudo desta epístola, tão curta, notamos a robustez do caráter de Paulo, - ele é sempre o mesmo, cortês, (por isso, a chamam a epístola da cortesia) amável, humilde, santo e homem desinteressado.

Em segundo lugar. - Um exemplo de tática e sabedoria de Paulo.

É uma obra-prima, um modelo de tática, graciosa e delicada solicitação.

  • Desejoso de tocar numa corda sensível do coração de Filemon, Paulo menciona, muitas vezes, que ele era um preso, 1, 9, etc.
  • Ele cita, cordialmente, as excelentes qualidades de Filemon; assim fazendo, torna-lhe difícil não exercer essas qualidades, em perdoar Onésimo, 4, 7.
  • Muito a propósito, demora em citar o nome de Onésimo, afim de preparar o espírito de Filemon.
  • Ele não quer ordenar, com a autoridade dum apóstolo, mas prefere rogar como um amigo muito íntimo, 8, 9, 20.
  • Com um ardente apelo, refere-se a Onésimo como, "meu filho" (10) na certeza de que Filemon faria segundo seu pedido, 21.
  • Reconhecimento franco do mal causado, (11) e prometendo restituir ou compensar o prejuízo, 18, 19.
  • Embora noutro tempo se proveito, (11) Paulo afirma, agora, uma transformação completa, evidente, que poderia garanti-la, 13.
  • Por um feliz trocadilho (Onésimo quer dizer útil ou proveitoso no grego) e o uso jeitoso de palavras 2, 4, e tocando no aspecto providencial da questão, 15.
  • Pela cuidadosa escolha das palavras. Paulo diz: "se tenha separado de ti" (15) e não "fugiu" ou "escapou". Não usou nenhuma palavra que despertasse, no dono, o sentido de zanga, por isso escolheu as palavras que descrevem o ato e não o gênero, apresentando somente o aspecto exterior do procedimento do escravo; "por algum tempo", 15.
  • Mencionando a esperança de sua próxima libertação e a oportunidade de vê-lo, 22.
  • E, como enfrentaria Paulo se não fizesse como ele pedira?

Em terceiro lugar. - Como ilustração do método evangélico para a reforma social.

Esta epístola tem sido mencionada, pelos amigos e partidários da escravidão, como base e apologia dessa infelicidade. Poderia existir escravidão se os versos 16 e 17 fossem postos em prática? Aqui está uma ilustração da influência reformadora do Evangelho, que procura atingir seus fins pela persuasão e não pelo compulsão; com gentileza e não com força.

Em quarto lugar. - Como uma analogia da nossa redenção.

"O pecador é propriedade de Deus, não somente fugiu do seu Mestre como, também, O roubou. A lei não proporciona nenhum direito de asilo, mas, a graça concede o direito de apelar. Ele foge para refugiar-se em Cristo, a Quem, Deus tem como sócio. NEle, o pecador nasce de novo, e, como filho, tem nEle um intercessor como um Pai; ele volta para Deus e é recebido, não como escravo, mas, como Cristo mesmo, e toda a sua dívida é posta na conta de Cristo".


 
Envie esta página à um(a) amigo(a)