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A Bíblia em Esboco
A Epístola aos Gálatas


Análise nº 48

Verso-chave: 3:2

Mensagem: Cristo o libertador: da Lei, e do mero formalismo guindo à gloriosa liberdade.

INTRODUÇÃO GERAL

AUTOR: Paulo, o apóstolo

DATA Provavelmente, ano 55-60 a.C.

DESTINATÁRIOS: As igrejas da Galácia, uma região da Ásia Menor, cujos limites não têm sido determinados com segurança.

TEMAS PRINCIPAIS: Uma defesa da doutrina da justificação pela fé, advertências contra a reversão ao judaísmo, e a vindicação do apostolado de Paulo.

A CARTA MAGNA DA IGREJA: Esta carta tem sido chamada assim por alguns escritores. Seu principal argumento é a defesa da liberdade crista em oposição ao ensino dos judaizantes. Estes falsos mestres insistiam em que a observância das cerimônias da lei era parte essencial do plano de salvação.

TEXTO CHAVE 5:1.

CADEIA CHAVE: mostrar a corrente do pensamento, 1:6; 2:11-16; 3:1-11; 4:9-11; 5:1-7; 6:15.

PALAVRAS ENFÁTICAS: Fé, graça, liberdade, cruz.

A CARTA PODE SER DIVIDIDA EM QUATRO PARTES.

PARTE I. Saudação e introdução, 1:1-9.

PARTE II. Narrativa das experiências de Paulo em apoio à sua pretensão de possuir verdadeiro apostolado.

  • (1) O evangelho que ele pregou veio diretamente por revelação de Cristo, quando ele era um judeu fervoroso que perseguia a igreja, 1:10-16.
  • (2) Por vários anos permaneceu longe da igreja em Jerusalém e trabalhou independentemente dos outros apóstolos, 1:17-23.
  • (3) Esteve sob a direção divina em seu labor entre os gentios, e no caso de Tito, um grego, havia insistido em que ele deveria estar livre da observância da lei cerimonial, 2:1-5.
  • (4) A igreja de Jerusalém respaldou seu apostolado e seu trabalho entre os gentios, 2:7-10.
  • (5) Não vacilou em repreender a Pedro, a Barnabé e a outros judeus cristãos quando viu que eles estavam cedendo a tendências cerimoniais, 2:11-14.

PARTE III. A defesa de Paulo da doutrina da justificação pela fé, sem as obras da lei.

  • (1) Ao mostrar a insensatez dos judeus cristãos que abandonavam sua nova fé e sua luz, e regressavam ao antigo legalismo, 2:15-21.
  • (2) Ao apelar para as anteriores experiências espirituais dos gálatas, 3:1-5.
  • (3) Ao mostrar que Abraão foi justificado pela fé, 3:6-9.
  • (4) Ao mostrar que a lei cerimonial, além de não ter poder de redenção, trouxe uma maldição ao desobediente, da qual Cristo redimiu os crentes, 3:10-14.
  • (5) Ao provar que a lei não cancelava o pacto da salvação pela fé, 3:15-18.
  • (6) Ao indicar que a lei, como um guia, tinha o propósito de conduzir a Cristo, 3:19-25.
  • (7) Ao mostrar os prejuízos dos que renunciam a sua fé em Cristo e voltam ao legalismo.
    • (a) Eles perdem a bênção de sua herança como filhos de Deus, e voltam ao cativeiro do cerimonialismo, 3:26 -4:11.
    • (b) Eles têm perdido o sentido da apreciação das obras realizadas em seu favor, 4:11-16.
    • (c) Eles correm o risco de se converterem em filhos de Abraão, segundo a carne, em lugar de filhos da promessa, 4:19-31.
    • (d) Eles não só perdem sua liberdade espiritual, mas também tornam sem efeito o sacrifício de Cristo por eles, 5:1-6.
PARTE IV. Advertências, instruções, e exortações.
  • (1) Advertências acerca dos falsos mestres, e o mal uso da liberdade, 5:7-13.
  • (2) Exortações acerca da vida espiritual.
    • (a) O conflito entre a carne e o espirito, 5:17-18.
    • (b) As obras da carne excluem do reino de Deus, 5:19-21.
    • (c) O fruto do Espírito deve manifestar-se na vida crista, 5:22-26.
  • (3) Características da vida espiritual.
    • (a) Ajudar e levar as cargas, 6:1-2.
    • (b) Humildade, exame de consciência, confiança em si mesmo, e benevolência, 6:3-6.
    • (c) A lei de semear e segar também se aplica no reino moral, 6:7-9.
  • (4) Contraste entre a doutrina dos falsos mestres e a de Paulo. A primeira se gloria nos ritos cerimoniais e nas marcas da carne; a segunda, na cruz e nas marcas do Senhor Jesus, 6:12-17.


GALÁCIA

Galácia, uma larga tira de terra na Ásia Menor, era habitada por uma raça mista onde predominavam os gaulêses. Estes deixaram o seu país (hoje conhecido como a França) 300 anos a.C., e, após uma triunfante campanha militar, estabeleceram-se lá, dando seu nome ao país. Ainda hoje os viajantes notam, admirados, o cabelo louro e os olhos azuis que denunciam a afinidade entre as tribos de pastores da Galácia e os camponeses do oeste da França.

A IGREJA

Aqui, Paulo detido pela doença, (4:13) durante a sua segunda viagem missionária, (Atos 16:6) pregou o Evangelho. Parece que a força das suas mensagens era: "Cristo crucificado", (3:1) e que foi recebido como "anjo de Deus", (4:14). Estabeleceu uma igreja ali, (1:6) que lhe votou ardente amor. (4:15)

O PROPÓSITO

  • A raça céltica e de temperamento volúvel, amando a vaidade e variedade, e quando os ensinadores judaicos, passando por lá, anunciavam a salvação pelas obras e a necessidade da circuncisão; com uma pressa indecorosa (1:6) abraçaram esses ensinos.
  • Paulo, quando ouviu da condição que os desviava, e julgando que tal assunto merecia urgente atenção, não dispondo, então, de amanuenses à mão, fez o que não era seu hábito: escreveu, ele mesmo, toda a epístola. (6:11)

AS PECULIARIDADES

  • Notar:
    • há um tom estranho de rigor nesta epístola;
    • Paulo inicia sem uma palavra de louvor ou ação de graças, o que é estranho nele;
    • Não pedido de oração nesta epístola. Como poderiam orar pelos outros se eram desviados?
  • Esta epístola tem feito mais, do que qualquer outro livro do Novo Testamento, pela emancipação dos cristãos do judaísmo, romanismo, ritualismo e toda a forma de exterioridade que tem ameaçado a liberdade e a espiritualidade do Evangelho.
  • Era a epístola preferida de Lutero, e tomou parte saliente na gloriosa Reforma, sob os Reformadores.
  • Gálatas trata, em controvérsia, o que Romanos expõe sistematicamente, revelando o Senhor Jesus Cristo como o Libertador.
  • A doutrina da justificação pela fé, encontra-se aqui, mais enfáticamente do que nos outros escritos de Paulo. Notar a ênfase que ele dá a natureza interior e espiritual da fé cristã, em contraste à mera exterioridade dos outros "ismos". (Cap. 1:16 - 2:20 - 4:6, 19).

ANÁLISE

Esta epístola divide-se em quatro partes, sub-divididas em onze seções.

(A) INTRODUÇÃO

1 - A fria saudação de Paulo - Caps. 1:1-5

Com a menor saudação, ele se refere a expiação, uma verdade outrora tão cara a eles, mas, agora, praticamente rejeitada.

2 - A repreensão rigorosa de Paulo - Caps. 1:6-9

Ele expressa sua grande surpresa por terem aceito tão depressa um Evangelho que nada tinha de Evangelho.

(B) AUTORIDADE APOSTÓLICA DE PAULO

3 - O Evangelho de Paulo recebido do Senhor por revelação direta - Caps. 1:10-24

Aqui, ele prova que, no deserto da Arábia, recebeu seu Evangelho diretamente do Senhor.

4 - Grande contenda com Pedro e outros - Caps. 2:1-15

Paulo mostra como soubera resistir sempre ao judaísmo, a ponto de repreender a Pedro abertamente.

(C) DEFESA E EXPOSIÇÃO DA SALVAÇÃO E SANTIFICAÇÃO SOMENTE PELA FÉ

5 - Justificação somente pela fé - Caps. 2:16-19

Como os judeus provaram a incapacidade da Lei para salvá-los.
O que a Lei não podia fazer, a Graça o tinha feito. A justificação é pela fé, e somente pela fé.

6 - União divina pela fé - Caps. 2:20, 21

A fé, não somente leva à justificação, como também nos identifica com Cristo na sua morte e ressurreição, e na união da alma com o Senhor.

7 - Recepção do Espírito pela fé - Caps. 3:23 - 4:31

Não somente somos justificados pela fé, como também por ela somos santificados.
Aqui, o estado de justificação conduz pela fé, ao estado de santificação.

8 - Filhos, pela fé - Caps. 3:1-22

Além de sermos justificados pela fé, nos tornamos filhos de Deus, pela fé, e somos capazes de nos identificar no estado de filhos pelo Espírito que habita em nós.

9 - Liberdade, pela fé - Caps. 5

Cristo nos conduz em liberdade gloriosa, liberdade que, custe o que custar, devemos manter.
Porém a liberdade não deve dar "lugar à carne".

(D) CONCLUSÃO

10 - O serviço em compaixão e fé - Caps. 6:1-10

Devemos tratar, uns aos outros com compaixão, e simpatia, e de maneira particular "aos extraviados".

11 - Conclusão - Caps. 6:11-18

Que conclusão magnifica!

Notar: verso 17 


 
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