A Bíblia em Esboco
O Evangelho São João


Análise nº 43

Palavra chave: "Crer"

Mensagem: Jesus, como o Filho Eterno de Deus

Versos chaves: 20:31

INTRODUÇÃO GERAL

AUTOR: João, o apóstolo.

DATA: Incerta. Provavelmente na última parte do primeiro século.

PROPÓSITO PRINCIPAL: Inspirar a fé em Jesus Cristo como o filho de Deus.

PARTICULARIDADES

  • (1) É considerado por muitos como o livro mais profundo e mais espiritual da Bíblia.
  • (2) Nele, Cristo dá uma revelação mais completa de si mesmo e de Deus Pai que não se encontra em nenhum dos Evangelhos sinóticos.
    • (a) De sua pessoa e seus atributos. Veja os " eu sou de Cristo".
    • (b) De sua divindade, 1:1; 10:30-38; 12:45; 14:7-9; 16:15.
    • (c) Da obra do Espírito Santo.
    • (d) De sua própria comissão divina. Por exemplo, no capítulo 5 ele declara seis vezes consecutivas que foi enviado por Deus - nos versículos 23,24,30,36,37 e 38.
    • (e) Da paternidade de Deus. Cristo fala de Deus como " o Pai mais de cem vezes". Deus é o Pai espiritual, 4:23; ele é o Pai doador da vida, 5:21; a mensagem é do Pai, 7:16; o Pai é maior do que todos, 10:29; as obras são do pai, 14:10; Deus é o Pai interior, 14:23; o Pai santo, 17:11; o Pai justo, 17:25, etc.
  • (3) Talvez a mais notável de todas as características distintivas de seu Evangelho seja o fato de que mais da metade do espaço do livro seja dedicada a eventos da vida de Cristo e suas palavras durante seus últimos dias.
  • (4) Discursos e conversas encontrados só em João - a conversa com Nicodemos, 3:1-21; com a mulher de Samaria, 4:1-26; o discurso aos judeus na Festa dos Tabernáculos, 7:14-39; 8:3-58; a parábola do bom pastor, cap. 10, a série de instruções privadas aos discípulos, as palavras consoladoras e a oração intercessora, caps. 14-17; o encontro com os discípulos no mar da Galiléia, cap. 21, etc.
  • (5) João registra oito milagres de Cristo (Além do milagre da ressurreição) para provar sua divindade. Seis destes se encontram só neste Evangelho. A água transformada em vinho, 2:1-11; a cura do filho do funcionário do rei, 4:46-54; a cura do homem no tanque, 5:1-9; o cego de nascimento, 9:1-7; a ressurreição de Lázaro, 11; a segunda pesca milagrosa, 21:1-6.
  • (6) Duas grandes corrente de pensamento fluem através do livro, as quais é proveitoso seguir.

SINOPSE: O livro pode ser dividido em cinco partes.

  • (1) Prólogo. O Verbo eterno se encarna, 1:1-18.
  • (2) A manifestação da divindade de Cristo ao mundo, acompanhada de seis testemunhos: o de João Batista, o do Espírito Santo, o dos discípulos, o das obras poderosas de Cristo, o do Pai e o das Escrituras, 1:19 -12:50.
  • (3) A revelação particular e as instruções aos discípulos, caps. 13-17.
  • (4) Sua humilhação e seu triunfo sobre a morte, caps. 18-20.
  • (5) Epílogo, 21:1-23.


    O ESCRITOR

    (1) João, o autor deste Evangelho, era filho dum mestre-pescador, (seu pai tinha "os jornaleiros", Marcos 1:20) e Salomé, uma das mulheres que ajudavam ao Senhor com suas fazendas, (Mateus 27:55, 56 e Lucas 8:3) disto e do fato de residir em Jerusalém (João 19:27), é evidente que desfrutava vida confortável.

    (2) Embora de caráter contemplativo, possuía um gênio violento e incerto, (era chamado "filho do trovão") até que a graça o atingiu e, então, o leão se transformou em cordeiro. Tornou-se o apóstolo do amor. Evidentemente era o mais jovem dos apóstolos do Senhor e sobreviveu aos outros.

    O LIVRO

    (1) É o último dos Evangelhos, escrito pelo menos cinqüenta anos após a ascensão do Senhor, e é o mais profundo de todos.

    (2) No Continente Europeu, este livro é chamado o "Selo de Cristo", porque, através de suas páginas, revela-se o coração de Cristo, o seio do Eterno.

    O PROPÓSITO

    (1) Segundo os Anciãos das igrejas primitivas, foi escrito e publicado em Éfeso, a pedido do apóstolo André e dos Bispos asiáticos, para combater certos erros, que então prevaleciam, a respeito da divindade de Cristo. Isto é importante e digno de nota.

    (2) Sua palavra chave é: "Crer". Neste Evangelho, Jesus Cristo é apresentado como Aquele em quem devemos crer; nas Epístolas de João, como Aquele a quem devemos amar, e, o Apocalipse, é Aquele que devemos esperar. Devemos crer o que? A Divindade do Homem Cristo Jesus. - Notar 20:31.

    AS PECULIARIDADES

    Duas estão em evidência:

    (1) A palavra "judeu" ocorre uma vez em Mateus, duas vezes em Marcos, duas em Lucas, mas, em João, ela aparece mais de sessenta vezes.

    (2) Relata este livro só oito milagres (ou melhor "sinais"), todos revelando o poder da Palavra de Cristo, tão somente da Sua Palavra.

    O QUADRO

    O quadro de Jesus, desenhado para nós, é o do "Unigênito do Pai". João revela aquilo que convencia homens e mulheres de todas as classes e posições.: Jesus era Deus! Os elementos que João usa no seu Evangelho, são todos novos, guardados e reservados por Deus.

    (1) JESUS, O FILHO DE DEUS, ANTES DA SUA ENCARNAÇÃO. Cap. 1:1-14
    • Deus não O enviou ao mundo para tornar-se seu Filho. Ele é o Filho Eterno.
    • Este Evangelho começa como o livro de Gênesis.
    • Os gentios compreenderam, claramente, de que João falava como sendo a Palavra, pois usavam uma frase semelhante quando falavam aos seus deuses.
    • "No princípio era o Verbo" assim, Ele era antes de serem criadas todas as coisas e não uma parte da criação.
    • "O Verbo era com Deus" - outra Pessoa, provando-se assim que, Jesus, sozinho, não era Deus.
    (2) JESUS REVELADO COMO FILHO DE DEUS PELAS SUAS OBRAS E SUAS PALAVRAS - João mostra o que convenceu o povo da Divindade de Cristo - Caps. 1:15 e 12
    • João Batista inteirou-se da divindade de Jesus, pelo batismo com o Espírito Santo. (1:33)
    • Natanael foi convencido pela prova de Sua onisciência. (1:48,49)
    • Seus discípulos se convenceram de Sua divindade quando, com seu primeiro milagre, transformou a água em vinho. (2:11)
    • Pela purificação do templo e operação de muitos milagres (não registrados) muitos judeus o reconheceram como divino. (2:23)
    • Jesus revela-se a Nicodemos, como divino. (3:13-16)
    • Quatro testemunhos notáveis de João Batista. (3:25-36)
    • Jesus revela-se como divino à mulher samaritana. (4:26)
    • Os samaritanos aceitam-no como divino. (4:41,42)
    • O oficial convenceu-se da divindade de Jesus ao verificar que sua Palavra era tão eficaz quanto a sua presença. (4:53)
    • A oposição porque chamou a Deus de Seu Pai. (5:17,18)
    • Muitos se convenceram de sua divindade pelo milagre dos pães. (6:14)
    • Notar: 6:35; 8:12,58; 10:9-11; 11:25; 14:6; 16:1, Jesus declara ser a revelação completa do grande "Eu Sou" do Velho Testamento.
    • Jesus revela-se ao homem curado, como divino. (9:35-38)
    • A confissão de Marta, (11:27) e o efeito da ressurreição de Lázaro. (11:45)
    • Ultimamente, Jesus é reconhecido, abertamente, como Divino, pelos Judeus, (12:12-19) e pelos gentios. (12:20)

     

    (3) O FILHO DE DEUS REVELA-SE MAIS AMPLAMENTE AOS SEUS - Caps. 13 ao 17
    • Completamente rejeitado pelos representantes da nação judaica. (11:47-53). Jesus não mais se declara abertamente ao mundo. (11:54)

    • Agora manifesta-se, aos seus discípulos, mais abertamente, de sorte que suas convicções a respeito de Sua divindade ficaram profundamente estabelecidos.

    (4) O FILHO DE DEUS MORTO - Caps. 18 e 19
    • Notar o efeito de um só raio de Sua divindade em 18:6
    • Em 19:7 vemos que Ele foi morto, não somente por dizer-se Rei, mas, por declarar ser igual a Deus.
    (5) SUA REIVINDICAÇÃO À DIVINDADE - Plenamente estabelecido pela sua ressurreição - Caps. 20 e 21
    • Ler Romanos 1:4
    • Certamente, que maior prova de Sua divindade não poderia ser dada além da Sua ressurreição.
    • Notar: 20:17, a primeira vez em que Jesus chama aos seus discípulos pelo termo e afetuoso nome de "irmãos".

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