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TEMA PRINCIPAL: O problema da aflição de Jó. O livro é poético e pictórico em suas descrições, podendo ser dividido em doze cenas.
CENA 1: Jó e sua família antes da aflição. Jó aparece como um pai piedoso, não prejudicado pela prosperidade, ministrando como sacerdote de sua numerosa família, 1:5.
CENA 2:
- (a) Satanás entra na presença divina, e insinua que Jó serve a Deus por causa de favores especiais, 1:9-11.
- (b) Deus permite a Satanás provar a Jó com a perda de suas possessões e de seus filhos, 1:12-20.
- (c) Jó retém a sua integridade, 1:21-22.
CENA 3:
- (a) Satanás volta à presença divina, declarando que se Jó fosse afligido no próprio corpo ele amaldiçoaria a Deus, 2:1-5.
- (b) Deus permite que Satanás atinja Jó com horrível enfermidade, 2:7-8.
- (c) O conselho blasfemo de sua esposa e a submissão triunfante de Jó, 2:9-10.
CENA 4: A chegada dos três amigos de Jó e os sete dias de silenciosa condolência, 2:11-13.
CENA 5: A paciência de Jó começa a acabar, e ele expressa sua queixa, cap. 3.
CENA 6: Amargas e infrutíferas discussões acerca das aflições de Jó entre este e seus três amigos. Seus amigos sustentam que o sofrimento é o resultado de pecado pessoal. Jó se defende e mantém a sua inocência, caps. 4-31.
CENA 7: Eliú entra na discussão, caps. 32-37.
CENA 8: De um redemoinho o Senhor responde a Jó com palavras de luz e repreensão, caps. 38-39.
CENA 9: A confissão de Jó, 40:3-5.
CENA 10: O Senhor fala pela segunda vez, 40:7
-41:34.
CENA 11:
- (a) A segunda confissão de Jó, 42:1-6.
- (b) O Senhor repreende a Elifaz, a Bildade e a Zofar por suas palavras insensatas e ordena-lhes que ofereçam sacrifícios, 42:7-9.
CENA 12: Jó ora por seus amigos; sua própria prosperidade é restaurada e morre em avançada idade, 42:10-17.
LIÇÕES SUGERIDAS
- (1) O maligno poder de Satanás na vida humana.
- (2) O uso do sofrimento no plano divino como um meio de aperfeiçoar o caráter.
PORÇÕES SELETAS: O discurso de Jó sobre a sabedoria, cap. 28.
OPINIÕES
Na opinião de muitos, o Livro de Jó é o mais notável
das Sagradas Escrituras. Tennyson considera-o como “o maior poema
das antiga e moderna literaturas”. Lutero disse ser “o mais
magnífico e sublime entre os demais livros das Escrituras”.
Carlyle escreveu: “eu acho em Jó uma das maiores coisas
jamais escritas por uma pena”.
A DATA
Dos livros conhecimentos, é o mais antigo. Deve ser sido escrito
mais ou menos nos tempos de Jacó.
Notar:
(1) silêncio total
dos disputantes sobre os milagres, atinentes ao Êxodo;
(2) a longa
vida de Jó, o coloca na era dos patriarcas;
(3) Jó era
o sumo sacerdote na sua família, o que não seria admissível,
dadas as prescrições cerimoniais de Êxodo, caso ele
tivesse vivido a esse tempo ou depois;
(4) Elifaz era descendente do
filho mais velho de Esaú, chamado Elifaz, o qual tinha um filho
chamado Temã - Gên.
36:10,11.
O AUTOR
Desconhecido, Jó 32:17 (notar o “eu”) parece mostrar
que Eliú o escreveu. Embora escrito em estilo de poesia (com exceção
dos primeiros dois capítulos e parte do último) Jó e
as outras pessoas eram reais, portanto o livro cita fatos, e não é ficção.
LUGAR: A terra de Uz.
MENSAGEM
Incidentalmente, revela como eram vastos os conhecimentos
teológicos
e a cultura intelectual dos dias patriarcais. Quase toda doutrina importante
se encontra neste livro e, adicionadas de verdades científicas
somente descobertas, com precisão, em nossos dias. Mas, a mensagem
do livro fala do mistério do sofrimento. Julgava-se, então,
que todo o sofrimento decorria do pecado pessoal. A falha de Deus, aparente,
em não recompensar Seus servos e castigar Seus inimigos, como
mereciam, era um problema que punha sempre ã prova, a fé dos
santos do Velho Testamento. Assim, à vista do sofrimento cruel
de Jó, os seus amigos deduziram ter ele pecado grandemente. Embora
o livro não dê sua última palavra no assunto, no
entanto, faz luz sobre o mistério do sofrimento e da dor; provando,
como em Jó, que o sofrimento é permitido por Deus, não
como castigo, mas, como teste revelador do caráter, para educar
e instruir. Os antigos perguntavam: - “Como, este homem, pode ser
justo se sofre tanto?”. Nós cristãos, perguntaríamos:
- “Como, este homem, pode ser piedoso se nada sabe do sofrimento?” -
A melhor resposta dada ao porquê do sofrimento do crente é:
- “para sermos participantes da sua santidade”. Hebreus
12:10.
ANÁLISE
1) Jó antes da prova - Cap. 1:1-5
a) Lugar: Uz, falado em Lamentações
4:21, idêntico
a Edom.
b) Pureza. (1:1)
c) Prosperidade (1:2-4)
d) Popular (Cap.
29)
e) Piedoso. (1:5) No
verso 4 notemos que os filhos tinham suas próprias
casas.
Notar: Jó buscou acesso a Deus através do sangue do sacrifício.
(1:5)
2) Satanás e o mistério da dor
- Cap.1:6 - 2:10
a) Admissão na corte do Céu. (1:6)
b) Inquietação. (1:7)
c) Poder: sua extensão e limite
d) Teoria: que Jó era bom somente por interesse
e) Declaração: que o sofrimento aniquilaria a piedade de
Jó.
f) A teoria supra provada falsa.
Notar: “Os filhos de Deus”, no verso
6, em conexão
com 38:7 revelam-se como anjos.
3) O fim da paciência de Jó - Cap.
2:11-3
a) Termina a paciência de Jó e se inicia sua queixa.
b) Embora não amaldiçoasse a Deus, amaldiçoou o
dia de seu nascimento, envolvendo em suas maldições o que
Satanás citara como suas bênçãos (1:10-3:23)
Notar: Os “sete dias e sete noites” de 2:13 é o período
de grande luto.
4) A calorosa e infrutífera discussão filosófica
sobre o mistério do sofrimento, entre Jó e seus quatro
amigos. Caps. 4-27
a) Concordam os 3 amigos de Jó, nos seus argumentos quando dizem
que todo o sofrimento deriva do pecado pessoal, portanto, a grande tribulação
de Jó provava, ser ele, um grande pecador e um refinado hipócrita.
b) Nos primeiros discursos dos 3 amigos, esta suposição
veio em primeiro lugar e cada um dos três termina com um apelo
para que Jó se arrependa do seu pecado para que volte a prosperar.
c) Na segunda série de discursos, cada um trata, exclusivamente,
dos terríveis sofrimentos e o fim dos ímpios.
d) A terceira série de discursos, assemelha-se à primeira.
e) Elifaz prova seus argumentos pela revelação recebida
em sonho. Bildade se apoia em velhos provérbios que lera ou ouvira
(como em 8:2-13) e Zofar pela experiência e raciocínio.
f) Embora Jó concorde com os argumentos apresentados, protesta
sua inocência, e no Cap. 21 apresenta um novo argumento: os ímpios,
muitas vezes, vivem em prosperidade.
g) O quarto amigo, Eliú, mais se aproxima da verdade - cap. 33
- quando diz que: o sofrimento tem de ser considerado, às vezes,
como disciplina de Deus para restaurar ou instruir uma alma.
5) Jeová e o mistério do sofrimento
- Caps. 38-41
a) Admiramos, antes de tudo, por aquilo que Deus não disse. Até aqui
o livro tem sido um longo argumento, se bem que, o argumento mesmo não
existe. É como se os mistérios da divina providência
não devessem ser resolvidos por demonstrações lógicas.
O coração não entra em repouso pelo caminho das
forças intelectuais.
b) Os pensamentos de Jó, voltaram-se de si para Deus. Se não
podia explicar os fatos mais simples e conhecidos (história natural
ou ciência) como julgar-se capaz para explicar o mistério
dos caminhos divinos.
c) O fato de Deus não explicar o mistério do sofrimento,
nos ensina que Ele apela para a nossa confiança..
6) Jó e “o propósito de Deus” -
Cap. 42
a) e qual foi o propósito de Deus em permitir que Jó sofresse?
primeiro: revelar o caráter de Jó
segundo: lição objetiva. “O quadro negro de Deus”.
terceiro: manifestar um pecado oculto do qual Jó não era
ciente: justiça própria.
b) o verso 6 é sempre a linguagem do verdadeiro arrependido.
c) Notar: a força do verso
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